terça-feira, 17 de maio de 2011

Nós do Movimento Resistência e Ação, desejamos boas vindas aos Conselheiros e Conselheiras de Base do SINTUSP e muita disposição para encararmos muitas lutas com vitórias!

Somos atuantes junto aos trabalhadores da USP, participamos das principais lutas da nossa categoria e por isso os trabalhadores reconhecem nossa atuação, elegendo vários integrantes da oposição para representante no CDB.
Na última eleição do sindicato, procuramos a diretoria do SINTUSP e representantes da chapa da situação, onde propusemos um acordo para formarmos uma chapa unificada com o objetivo de fortalecer a entidade contra os ataques da reitoria e ampliar a mobilização na organização do movimento dos trabalhadores. Diante da resposta negativa da direção do SINTUSP, não nos restou alternativa e lançamos uma chapa para disputarmos a direção. Apesar de não vencermos a eleição tivemos uma das melhores campanhas eleitorais, onde infelizmente a desfiliação e o afastamento da categoria não refletiram a realidades nas urnas no dia da eleição.
Viemos para somar e com a disposição de sempre construir a luta junto aos trabalhadores da USP e das lutas Gerais dos trabalhadores.
Continuaremos construindo nosso sindicato mesmo fora da máquina, sem nenhuma ajuda financeira, buscando recursos juntos aos trabalhadores da nossa categoria que nos apóiam e junto aos aliados dos movimentos sindical e popular.
Através da nossa militância no Movimento Terra, Trabalho e Liberdade (MTL), no PSOL, e o compromisso com a luta, contaremos com o apoio incondicional do Deputado Estadual Carlos Giannazi do PSOL, que vem a um longo tempo se somando às nossas lutas contra os ataques da reitoria aos trabalhadores e ao Sindicato. Giannazi vem denunciando no Plenário da Assembleia Legislativa (ALESP), convocando audiências publicas, e sempre apoiando o movimento dos trabalhadores da USP.
Temos a tarefa de mobilizar para a Campanha salarial, que em hipótese nenhuma poderá ser substituída pelo Plano de Carreira.
Continuaremos contribuindo com as discussões da Carreira, pois entendemos que esta história não termina na tabela de salários.  O recuo repentino da reitoria e a mudança de tática para sua implantação se explicam nas próximas etapas e enquadramentos futuros. Neste momento, o Projeto elaborado pelos funcionários fará falta.   
Neste sentido, entendemos que o CDB não pode ser usado pela direção do SINTUSP como um conselho de tarefas, e sim um fórum de discussão e de prática de organização dos locais de trabalho, de disputa dos trabalhadores frente à política da reitoria, de formação de ativistas e de defesa dos trabalhadores dessa universidade.
Saudações a todos e todas!
Oposição Sindical de Esquerda dos Trabalhadores da USP – Movimento Resistência e Ação: Marcelo, Helder, Leandro e José Brasilino (IB), Vera, Ana Paula e David (ICB), Lenin (Reitoria), Vanderlei (Museu de Zoologia), Andreza, Priscila e Toninho Jorge (Campus de Pirassununga).

terça-feira, 28 de setembro de 2010

ELEIÇÃO NO SINTUSP 2010 - CONVITE AOS FUNCIONÁRIOS DA USP

A Oposição de Esquerda dos Trabalhadores da USP convida os funcionários (as) para conversar no dia 06/10/2010 às 12h no ICB I (Av. Prof. Lineu Prestes, 1524) sala 2 Didática, para tratar da eleição da diretoria colegiada do SINTUSP, que ocorrerá em novembro de 2010.

O objetivo dessa conversa visa abrir a discussão para os funcionários, informar sobre o processo eleitoral, avaliar o momento e a situação da categoria diante da política e da administração do Reitor Rodas, a posição do nosso Sindicato e a eleição da Diretoria do SINTUSP.

No dia 15 de setembro, os integrantes do Movimento de Oposição no SINTUSP, Movimento Resistência e Ação, procuraram a Diretoria do Sindicato para propor a unificação das chapas que possivelmente irão disputar a eleição no Sindicato e a construção de um programa unificado de luta em defesa do nosso sindicato, com o objetivo de fortalecer a luta dos funcionários da USP.

Defendemos a unificação, principalmente pelo momento em que passa o sindicato, diante dos processos e inquéritos policiais que vem sofrendo os diretores do SINTUSP, impetrados pela reitoria e a pressão que vem aumentando sobre os funcionários através da política de terceirização, perseguições aos ativistas sindicais nas unidades e a demissão do Diretor do SINTUSP, Brandão.

A proposta de unificação teria como objetivo alavancar a entidade e responder aos ataques da Reitoria, unindo forças na organização dos funcionários. Não se tratou de reivindicar a proporcionalidade, mas sim uma unificação em função da crise que passa nosso sindicato, onde esta unificação seria avalizada pelos trabalhadores da USP.

A Diretoria do SINTUSP não aceitou a proposta de unificação. Diante da recusa, o Movimento de Oposição Resistência e Ação entende que participar da eleição e lançar uma chapa, faz parte do processo democrático e de disputa de idéias visando fortalecer nossa entidade. Neste sentido, estamos convidando os funcionários para uma reunião onde será motivo de pauta a eleição do SINTUSP e a formação de uma chapa que expresse no seu programa o fortalecimento do Sindicato, para trazer de volta os funcionários para a entidade, baseado na mobilização, na luta e na defesa dos direitos dos trabalhadores da USP.      

Nosso lema é: só se faz a boa política participando! Não fazemos Oposição ao Sindicato, temos sim, uma Posição diferente da Direção do SINTUSP.  Somos de luta, é por isso que estamos sempre juntos com os trabalhadores da USP. Temos participação ativa, apresentando propostas, contribuindo na condução do movimento dos funcionários. Buscando a unificação das lutas na prática. Tem sido assim na questão da elaboração da nova Carreira dos funcionários, onde defendemos a contratação de um técnico nessa área para ajudar a fazer uma carreira de fato, com começo, meio e fim baseada nos fundamentos até aqui elaborados pelos fóruns de deliberações dos funcionários. É possível sim fazer uma Carreira elaborada pelos funcionários, basta competência e vontade política!

Defendemos a greve como um instrumento necessário de defesa e de pressão para conquistar nossas reivindicações diante da intransigência da reitoria, dos patrões e dos Governos. Foi através do nosso convite que o Deputado Estadual Carlos Giannazi entrou em ação e resolveu a questão das 5.200 vagas de funcionários ameaçadas de extinção pelo Tribunal de Contas de São Paulo, em 2009. Participamos do Conselho de Base e, mesmo fora da direção do Sindicato, contribuímos na organização de várias outras unidades além dos nossos locais de trabalho.
Demos uma pausa nas divergências e defendemos a readmissão do Diretor do SINTUSP Brandão, por se tratar de um ataque ao sindicato e um ato de intimidação aos funcionários. Temos um trabalho amplo nas lutas dos funcionários, trabalho este que nos deu experiência e nos capacita para disputar e dirigir o SINTUSP.   

Conforme rege o estatuto do Sindicato dos Trabalhadores da USP, no mês de novembro ocorre a eleição para a Diretoria Colegiada Plena para os próximos três anos.

A direção será eleita de forma majoritária, ou seja, a chapa com a maioria dos votos administra o Sindicato. Entendemos que o processo eleitoral deva ser divulgado para os funcionários para que todos saibam e possam opinar sobre a eleição, antes e durante a construção dos programas e sobre a formação de chapas.

A eleição deverá ser convocada num prazo de no mínimo de 90 dias a 120 dias, antes do término do mandato da Diretoria. As chapas que concorrerem à eleição devem ser inscritas na sede da entidade até 30 dias, após a publicação do edital da eleição.

O Sindicato é o órgão que deve organizar e orientar os trabalhadores, seu papel é defender e procurar o melhor para os funcionários e para a classe. Existem várias formas de organização Sindical, neste caso estamos falando de Sindicato combativo, livre da influência da reitoria ou dos patrões. Estamos nos referindo ao modelo sindical que reivindica, informa, contribui com a formação dos trabalhadores e principalmente mobiliza para a luta. Convencer os trabalhadores a irem mais longe e lutar por uma sociedade sem patrões e sem explorados faz parte das nossas metas, pois só assim entendemos ser possível acabar com a exploração do ser humano. Mas enquanto esta sociedade não chega, temos que buscar meios de sobreviver.

Os trabalhadores que se organizam através do seu Sindicato têm mais chances de conquistar melhores salários e condições de trabalho, já as categorias que não tem sindicato organizado e forte, a exploração e as condições de trabalho são sempre mais precárias.

Por isso defendemos que os trabalhadores da USP façam do Sintusp nosso instrumento de defesa, forte e combativo. Mas, para que isso aconteça é necessário que os funcionários participem dele, se filiando, participando das reuniões e das Assembléias, deliberando sobre os rumos do movimento, lendo os boletins e principalmente fiscalizando, cobrando de sua direção que cumpra com sua obrigação de organizar, mobilizar a categoria. Se o Sindicato está ruim, então vamos melhorá-lo.

Se os funcionários se afastam da sua entidade representativa, abrem espaço para o comodismo da direção e a burocracia, vícios que atrapalham e travam o desempenho da entidade sindical e da melhora das condições de trabalho.  Os trabalhadores não podem se afastar da entidade, pois com isso podem facilitar ataques ao sindicato, como o ocorrido na demissão do diretor do SINTUSP, Claudionor Brandão durante a gestão da Suely Vilela.

Participem da reunião –  Vamos discutir o futuro do nosso sindicato
Dia 06/10, às 12h, no ICB I (Av. Prof. Lineu Prestes, 1524) sala 2 Didática

Assinam – Vera Monezzi (ICB), Marcelo Cardagi (IB), Helder Rossi (IB), Leandro da Silva (IB), José Brasilino (IB), Marilu Mazzaro (ICB), Dourival Mascaranhas (ICB), Ana Paula (ICB), Gerson Damião (PCO), Toninho Jorge (Pirassununga), Claudio Silva (Pirassununga).

http://www.oposinesquerda.blogspot.com/                movimentodeesquerda.usp@gmail.com

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Contribuição para o Seminário dos Trabalhadores da USP - 13/08/2010



Neste momento em que os trabalhadores da USP se preparam para reorganizar o movimento, o Seminário dos trabalhadores torna-se uma ferramenta importante para o pontapé inicial dessa reorganização para o próximo período. Portanto, temos que tirar todo o proveito desse evento no sentido de impulsionar a luta necessária para mobilizar os trabalhadores, no combate a política de ataques aos funcionários e a tentativa de destruição do SINTUSP, vindos da gestão Grandino Rodas.    
A Greve foi uma luta necessária e mostrou a força que temos quando este instrumento de mobilização é usado com sabedoria. Esta greve enfrentou o inicio da gestão Grandino Rodas/José Serra, que tem como objetivo, a privatização da Universidade, o aprofundamento da Terceirização e das Fundações, a desqualificação dos funcionários e o ataque a entidade representativa dos funcionários, visando eliminar o instrumento de defesa representado no Sindicato.  A quebra da Isonomia e a intransigência do CRUESP em negociar, deixam claros a política de arrocho salarial, a criminalização do movimento e o desmonte da Universidade pública gratuita e de qualidade. Diante disso, só nos resta mobilizar os trabalhadores de forma a retomar e ampliar a mobilização, esclarecendo, explicando, debatendo, discutindo, informando, denunciando esta política nefasta da reitoria e trazendo os trabalhadores para o Sindicato para derrotar esta política.
Nós do Movimento Resistência e Ação estivemos atuantes na Greve e cotidianamente mobilizando nas nossas unidades ou em outros locais, como no Campus de Pirassununga. Os Conselheiros de Base do campus organizaram o movimento, e mais uma vez, participaram firmes na Greve, mesmo com a ameaça de desconto do Ponto. Lembrando que, mesmo com o acordo de fim de Greve, 4 funcionários da FZEA (Faculdade de Zootecnia e Engenharia de Alimentos) tiveram os salários descontados, e depois repostos. Os Funcionários do Campus de Pirassununga enfrentaram de forma corajosa o Coordenador do Campus tirano, que fugiu de mala em punho, do Comando de Greve da Capital que se deslocou até lá se solidarizando com os grevistas do Campus de Pirassununga. Mesmo não conseguindo fazer o Coordenador recuar de descontar o ponto, a ida do Comando até Pirassununga foi um exemplo de união para a nossa classe.   
Os funcionários do ICB (Instituto de Ciências Biomédicas) participaram de forma combativa e demonstraram criatividade nas manifestações e passeatas, satirizando os ataques proferidos pelo reitor na mídia como as fantasias de “Marcianos Invasores” e com musicas sobre o movimento. Os funcionários do IB já retomaram o trabalho de mobilização para o segundo semestre, reunidos no dia 28/07. O Diretor do IB foi um dos primeiros a ameaçar descontar o ponto dos funcionários em Greve e por isso foi o primeiro a receber a visita do Comando de greve e de vários camaradas de várias Unidades, que fez o Diretor recuar perante os manifestantes, se comprometendo a mandar a folha de frequência sem alteração, ou seja, sem descontos. Vitória do movimento!
A participação e o apoio do Deputado Carlos Giannazi do PSOL merece destaque, pois não é de hoje que o Deputado atua junto as nossas lutas. Teve um papel importante para resolver a questão das 5.200 contratações de funcionários da USP, consideradas irregulares pelo Tribunal de Contas de São Paulo. Também apoiou as ocupações e por várias vezes usou a tribuna da ALESP (Assembleia Legislativa), para denunciar a repressão e os abusos cometidos pelos reitores ao movimento dos trabalhadores das três Universidades Estaduais Paulistas, além da convocação de audiências publicas.    
Unificar as forças para continuar vencendo!
Os ataques da Reitoria a direção do SINTUSP, visam atingir os trabalhadores da USP, avariam o instrumento de organização e defesa dos funcionários para facilitar a implementação da política privatista e coibir qualquer resistência contrária a esta posição. A demissão do Brandão, Diretor do SINTUSP e Representante dos Funcionários no CO na época, foi um dos maiores ataques já desferidos à organização dos funcionários. Este ataque levou nosso Movimento Resistência e Ação a defender sua reintegração e a retirada dos processos, pois entendemos que sua demissão é um ataque a nossa organização e uma tentativa de intimidar os trabalhadores e criminalizar os que reagem e resistem às políticas que retiram direitos e investem no arrocho salarial e na miséria. Nós do Movimento Resistência e Ação também sofremos o ataque da reitoria. Vera Monezzi teve que mudar de departamento onde trabalhava após a Greve de 2007, pois seu chefe na época que não respeitava o direito de greve propôs no Conselho de Departamento seu afastamento do seu local de trabalho, mas a reação dos trabalhadores do ICB, em defesa de Vera, impediu seu afastamento e garantiu sua permanência no ICB. No IB (Instituto de Biociências), Marcelo Cardagi também sofre perseguições. Em 2008, sofreu suspensão de três dias e sua situação não piorou por conta da reação dos funcionários do IB, que se manifestaram em sua defesa, passando abaixo-assinado e evitando que a situação se agravasse. Continuamos na representação e resistindo sem arredar pé da luta e na organização dos funcionários. O último exemplo desse cerco à organização sindical foi a não liberação de Marcelo para participar desse Seminário. Mas não nos intimidamos e vamos seguir em frente construindo as lutas dos trabalhadores, está é a nossa meta.
Propomos:
Ø     Realizar Seminários por setores de Técnicos de Laboratórios, Secretárias, Manutenção, Vigilantes, Administrativos, Saúde, informática, Motoristas, etc.. Estes Seminários abordariam desde questões técnicas relacionadas à profissão, convidando especialistas das áreas em questão, até temas relacionados ao movimento sindical, direitos trabalhistas, condições de saúde no trabalho (insalubridade, periculosidade, Perfil Profissionografico, CIPA). Para cada setor convocado, convidaríamos palestrantes especialistas ou que dominam o assunto em pauta para ampliar e enriquecer o tema. Os temários, além de incluir os assuntos a ligados a área profissional e a política sindical, juntariam elementos para a discussão do novo Plano de Carreira.
Ø     Propomos um encontro dos trabalhadores das três Universidades Estaduais Paulistas e do Centro Paula Sousa para discutir e definir estratégias sobre, Isonomia Salarial, Carreira, Benefícios, Terceirização, Fundações, Regime de trabalho, Orçamento, Democracia, Direito de Greve, Criminalização dos Movimentos Sindical e Social.
Ø     Propomos convidar ADUSP e DCE para uma reunião do CDB para discutir a Universidade e seu papel diante da sociedade.
Este documento destaca nossas propostas que esperamos juntar com as demais que deverão complementar o um calendário de lutas com as demais propostas que serão apresentadas no Seminário.

MOVIMENTO RESISTÊNCIA E AÇÃO: OPOSIÇÃO SINDICAL DE ESQUERDA DOS TRABALHADORES DA USP

Marcelo, Leandro, Helder, José Brasilino (IB), Vera, Marilu (ICB), Toninho Jorge, Claudio Silva (Pirassununga), Paulo Henrique (Ribeirão Preto)

sábado, 26 de junho de 2010

STJ proíbe corte de vencimentos de grevistas do Ministério do Trabalho e Emprego

A Primeira Seção do Superior Tribunal de Justiça (STJ) determinou que a União se abstenha de realizar corte de vencimentos dos servidores grevistas do Ministério do Trabalho e Emprego. De acordo com a decisão, que se baseou em voto do relator, ministro Hamilton Carvalhido, o vencimento é verba alimentar e cortá-lo significaria suprimir o sustento do servidor e da sua família.

A decisão foi unânime. A Seção firmou posição de que o direito de greve não pode ser negado aos servidores públicos e que o corte nos vencimentos não é obrigatório. Para o ministro Carvalhido, pensar de forma diferente seria como uma “retaliação, punição, represália ou modo direto de reduzir a um nada esse legítimo direito consagrado na Constituição da República”.

O ministro destacou que inexiste previsão e disciplina legal para a formação do fundo de custeio do movimento, bem como do imposto a ser pago pelo servidor, para lhe assegurar tal direito social. Ele explicou que a ausência do fundo é situação mais intensa do que o próprio atraso no pagamento aos servidores públicos civis, o que justifica o afastamento da premissa da suspensão do contrato de trabalho, prevista no artigo 7º da Lei n. 7.783/1989.

O ministro Carvalhido ainda explicou que não se está declarando o direito à remuneração independentemente do trabalho, cabendo, na decisão a ser proferida, no bojo da ação principal, dispor sobre restituição ao erário ou compensação dos dias paralisados, se for o caso.

Em decisão anterior, o STJ havia determinado a manutenção dos serviços essenciais, como a expedição da carteira de trabalho e o pagamento do seguro-desemprego. A paralisação iniciou em 6 de abril.

Superior Tribunal de Justiça - O Tribunal da Cidadania

Comunicado do Fórum das Seis

O Fórum das Seis, que representa os sindicatos de professores e funcionários e entidades
estudantis da USP, Unesp, Unicamp e Centro Paula Souza, vem a público externar as seguintes
considerações:
- Os servidores docentes e técnico-administrativos das universidades estaduais paulistas têm
data-base em maio, momento em que é esperada a discussão séria e respeitosa entre as
entidades representativas das categorias e os reitores. Infelizmente, não é o que ocorre neste
ano, com o Conselho de Reitores (Cruesp) pautando sua ação pela intransigência.
- Ao longo desses últimos meses, o Fórum das Seis encaminhou inúmeros ofícios ao Cruesp que
procuravam o diálogo, em sua maior parte sequer respondidos, o que não se espera numa
negociação de data-base.
- A recusa ao diálogo franco e aberto sobre a questão salarial, por parte do Cruesp, mantém-se
mesmo após o Fórum das Seis apresentar duas contrapropostas que buscavam superar os
impasses: a primeira, propondo a extensão aos funcionários do reajuste de 6% dado aos
docentes; a segunda, solicitando a negociação de uma proposta alternativa unitária dos
segmentos em greve.
- O crescimento do ICMS está superando todas as previsões. A arrecadação do primeiro
quadrimestre deste ano, por exemplo, foi cerca de 20% maior do que a de igual período de 2009,
e prossegue em alta. Ou seja, não há justificativa econômica para rejeitar a contraproposta, a não
ser o desejo de quebrar a isonomia entre os segmentos, fato que será extremamente prejudicial
às universidades.
Devido à intransigência do Cruesp, que não abriu a possibilidade de negociação desta
última contraproposta, o Fórum das Seis não vai abrir mão da luta pela isonomia de reajuste
salarial entre docentes e servidores técnico-administrativos na data-base, mas considera que é
necessário partir para uma nova etapa no movimento. Tendo em vista a recusa arbitrária do
Cruesp de prosseguir as negociações salariais conjuntas, é o momento de iniciarmos a discussão
da pauta unitária elaborada pelas assembleias setoriais dos segmentos em greve. Trata-se de
reivindicar o acréscimo de uma referência para todos os servidores técnico-administrativos, da
ativa e aposentados, retroativa a fevereiro de 2010, e prosseguir com a negociação das pautas
específicas na sequência.
O Fórum das Seis acompanhará as negociações específicas e estará atento a quaisquer
tentativas, por parte das reitorias, de intimidar o movimento grevista. Também buscará negociar o
não desconto dos dias parados, com a reposição responsável do trabalho.
O Fórum das Seis reafirma sua disposição de continuar o acompanhamento da
arrecadação do ICMS e de retomar as discussões salariais no segundo semestre, tendo como
perspectiva a reivindicação da data-base 2010, de 16% de reposição salarial e parcela fixa de R$
200,00, de forma isonômica para servidores docentes e técnico-administrativos. Ressalte-se que a
garantia de negociação no segundo semestre é resultado de acordo celebrado entre Fórum das
Seis e Cruesp em 1991.
O Fórum das Seis também reafirma sua disposição em retomar o diálogo dos demais itens
da Pauta Unificada 2010 com o Cruesp, bem como sua convicção de que a negociação é o
caminho indispensável para que as universidades possam voltar ao seu curso normal.

São Paulo, 24 de junho de 2010.

PSOL luta ao lado dos trabalhadores da USP e do Judiciários em São Paulo

A greve do Judiciário e dos funcionários da USP, em São Paulo, já duram mais de 40 dias. Os parlamentares e militantes do PSOL em São Paulo vêm agindo de forma solidária às reivindicações dos trabalhadores, que têm enfrentado bravamente a intransigência do governo estadual.

Segundo o deputado federal do PSOL/SP Ivan Valente, os servidores do Tribunal de Justiça de São Paulo estão dando um exemplo de resistência. “Há dois anos sem reposição das perdas salariais, com duas datas-base vencidas, os servidores pedem um reajuste de 20,16%. Ao todo são 42 mil funcionários na ativa e 9 mil aposentados”, disse.

Mas as reivindicações da greve, que no momento conta com a adesão massiva dos servidores do Fórum João Mendes e significativa paralisação de fóruns do interior do estado, não se limitam à questão salarial. Os trabalhadores e trabalhadoras do Judiciário denunciam o descaso da direção do Tribunal de Justiça e do governo de São Paulo com as condições de trabalho oferecidas a seus servidores e com a própria qualidade do atendimento à população do estado. Há milhões de processos parados porque faltam 15 mil servidores à instituição. Quando se realiza concurso público, os aprovados não são contratados. São inúmeras as denúncias de assédio moral e, agora com a greve, é o movimento sindical que vem sendo atacado na sua missão de defender os direitos dos trabalhadores.
O deputado estadual Carlos Giannazi fez, na Assembleia Legislativa de São Paulo, um pedido da CPI do Judiciário paulista. O parlamentar ainda esclareceu ainda que é notório o controle exercido, pelo Palácio dos Bandeirantes, em cima da ALESP, que tem uma base governista de 71 deputados (são 94 ao todo) que obedecem cegamente as ordens do governador.
O parlamentar já está colhendo assinaturas para a CPI a fim de averiguar denúncias, feitas pelos servidores, referentes a benefícios usufruídos por autoridades judiciais do estado de São Paulo como auxílios financeiros e salários extraordinários, além da falta de transparência no uso do bilionário orçamento destinado ao Poder Judiciário. Giannazi disse também que levará o caso ao Conselho Nacional de Justiça e para as Cortes internacionais.
No dia 10 de junho, ele esteve dentro do Fórum João Mendes durante a ocupação pacífica ocorrida um dia antes e organizada pelos servidores da Justiça, que foram desumanamente forçados a se desmobilizarem e sair por volta das 12h já no dia seguinte por conta da fome imposta pela proibição da entrada de alimentos, ordenada pela presidência do Tribunal de Justiça.
A cúpula do Tribunal de Justiça assim como o governo tucano, que dirige São Paulo há quase duas décadas, tentam desqualificar o movimento grevista alegando que a mobilização dos trabalhadores tem interesse político partidário. Foi isso o que disse à imprensa, na semana passada, o secretário da Casa Civil do Estado de São Paulo e ex-secretário da Justiça, Luiz Antonio Guimarães Marrey.

Meses atrás, ouvimos o mesmo do Secretário de Educação Paulo Renato de Souza, durante a greve dos professores da rede estadual. Ou seja, virou mania do PDSB dizer que toda greve é política. “É política sim, senhor Presidente, mas não é partidária! Sobram motivos à luta que está, neste momento, sendo travada pelos servidores do TJ. É uma luta por respeito aos direitos dos servidores e dos cidadãos e cidadãs paulistas”, disse Ivan Valente.

No caso da USP, na última segunda-feira (21 de junho), ocorreu uma reunião entre o Sintusp e a reitoria da Universidade de São Paulo (USP), mas as negociações não avançaram. A reitoria apresentou proposta que estabelece o compromisso de analisar as reivindicações feitas pelos trabalhadores e o possível aumento de 5% na carreira no prazo de 48 horas, mas os funcionários rejeitaram. O que motivou a recusa do contrato foi a falta de garantia de que os funcionários vão receber o que pedem, segundo o Sintusp.

Em nota publicada no domingo, 20, e reiterada nesta terça-feira, Magno de Carvalho, diretor do Sintusp, afirma que o reitor da USP, João Grandino Rodas, “busca respaldo político para tentar destruir a organização sindical dos trabalhadores e seus dirigentes”. Segundo Magno, Rodas acusa os grevistas de violentos por terem ocupado a reitoria da Universidade, mas “foi ele quem deixou mais de mil trabalhadores e suas famílias sem salário, consequentemente à mercê da fome por exercerem o direito de greve”.
As três exigências dos funcionários da USP, UNESP e Unicamp são a restituição dos dias parados descontados dos salários de cerca de mil funcionários, o compromisso por parte da reitoria de não punir os grevistas e, quanto à isonomia salarial, os servidores aceitam negociar um aumento de 5% em vez dos 6,57%, antes reivindicados.
O sindicato flexibilizou as negociações após alegar que com o fim das provas nas universidades, o clima de copa do mundo e o enfraquecimento da greve na Unicamp (Universidade de Campinas), que conta com cerca de 40% dos funcionários, o movimento poderia esvaziar-se e perder força.
Já os servidores do judiciário, em assembleia realizada na última quarta-feira (23 de junho), decidiram manter a greve da categoria. Eles estão com as atividades paralisadas desde o dia 28 de abril e reivindicam uma reposição salarial de 20,16%.

Audiência pública

Organizada pelo mandato do professor e deputado Carlos Giannazi, membro titular da Comissão de Educação da Assembleia Legislativa, a audiência pública realizada no dia 10 de junho na ALESP debateu a crise nas universidades estaduais. O movimento reivindicatório dos trabalhadores da USP, que estão com os seus salários arrochados e foram excluídos do reajuste de 6% dado aos docentes, conta com o apoio incondicional do parlamentar.

O não comparecimento dos três reitores, que foram oficialmente convidados para o debate, representou, na opinião de Giannazi, a falta de disposição deles em dialogar com trabalhadores, que lotaram o plenário Franco Montoro a fim de negociar com os mesmos.

No evento o deputado informou que já protocolou Requerimentos em duas comissões permanentes da ALESP pedindo a convocação do reitor da USP, João Grandino Rodas, para explicar as declarações dele contra os servidores, a quem ele comparou aos bandidos do crime organizado do Rio de Janeiro. A reitoria, contrariando o direito constitucional de greve, ordenou o corte do ponto de 1000 trabalhadores na tentativa de desestabilizar e esvaziar a paralisação, que já dura mais de 40 dias.

Giannazi também saiu da audiência pública com o compromisso de buscar apoio de outros parlamentares da Casa e exigir uma reunião com Grandino Rodas a fim de abrir um canal de negociação com os servidores.

quinta-feira, 3 de junho de 2010

Comunicado do Comando de Greve- 02/06/2010


Visto que o reitor da USP decidiu dedicar-se por tempo integral a uma cruzada de ameaças, contra-informações, calúnias e ofensas morais contra nós, trabalhadores e trabalhadoras da USP, além de tentar suprimir nosso direito de greve e privar de salários aproximadamente mil dos nossos companheiros, condição básica para a sobrevivência de suas famílias; o comando de greve vem comunicar que a assembleia dos funcionários da USP, realizada nesta data, aprovou por unanimidade a rejeição da proposta apresentada pela reitoria à nossa comissão de negociação, pelos motivos abaixo expostos.

01) O que a reitoria chamou de proposta é na verdade um ultimato, pois tudo está condicionado ao encerramento da greve até a “data limite” de 7 de junho, ou seja, a próxima segunda-feira, conforme explicitado no item 04 do comunicado da reitoria.

02) Aceitar a “proposta” ultimatista da reitoria e encerrar a greve no dia 7 tornaria totalmente inútil a solicitação que o reitor se propõe a fazer, de negociação entre o Cruesp e o Fórum das Seis, para continuar as negociações da pauta de reivindicações que inclui a isonomia, item 01 do comunicado da reitoria. Com a greve suspensa, chegaríamos à mesa de negociação, caso esta fosse marcada, sem nenhuma condição de pressionar o Cruesp a atender nossas reivindicações. Afinal, os reitores que se negaram a negociar apesar da força da greve seriam ainda mais intransigentes depois dela encerrada.

03) Depois de ter se sentado, por 7 (sete) vezes, com a diretoria do sindicato para “negociar”, o Reitor não apresentou resposta efetiva a nenhuma das reivindicações. Depois de termos passado por este simulacro de negociação encenado pelo reitor e termos assistido todas as manobras por ele realizadas para tentar iludir a opinião pública e confundir a nossa categoria, não há absolutamente nada que nos autorize a acreditar que a comissão de negociação a que se refere o item 02 do comunicado da reitoria, irá negociar alguma coisa de fato. Por isso, não podemos encerrar a greve em troca de comissões e promessas vazias. Que o reitor apresente propostas concretas, se tiver alguma.

04) Quanto ao item 03 do comunicado da reitoria, o comando de greve reitera a posição de duas assembleias nas quais foi debatido o problema dos dias de salários descontados dos trabalhadores que estão em greve; a saber: “os trabalhadores da USP não aceitam negociar sob a sombra das privações que ameaçam as famílias dos trabalhadores descontados. Dessa forma, a restituição dos dias já descontados é pré-condição para a abertura de negociação dos demais itens da pauta”.

Exigindo seriedade e respeito para com os trabalhadores e trabalhadoras que constroem a USP, o comando de greve propõe à reitoria uma nova tentativa de negociação, a se realizar em local público, aberto aos funcionários, à imprensa e aos contribuintes que pagam os nossos salários e também a verba de representação, mais a aposentadoria e mais as mordomias e o salário do Reitor.

Proteste Já do CQC procura o feitor Rodas

Reportagem do Proteste Já!, do CQC, sobre a absurda situação da Biblioteca da Faculdade de Direito da USP, uma cortesia da administração eficiente do senhor Rodas!

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Após ter sala ocupada pelo comando de greve, diretor do IB recua da ameaça de corte de ponto

O Comando de Greve dos Trabalhadores da USP se reuniu na ante-sala do Diretor do IB, Prof. Welington Delitti, onde foi exigido do mesmo que não registre nada na folha de freqüência dos funcionários que venha a identificar ou punir os funcionários em greve. Após pressão do Comando, o Diretor do Instituto de Biociências (IB) se comprometeu a atender a reivindicação.
Além dos representantes do Comando, a reunião contou com a presença de vários funcionários de outras Unidades em Greve.
Essa ação no IB foi uma resposta do movimento a um ataque à nossa greve, e o mesmo deve ser feito para todas as ameaças que surgirem.

Mexeu com um, mexeu com todos!

Boletim Específico dos Funcionários do IB em Greve - 24/05/2010

Na reunião do CTA do dia 21/05, o Diretor do Instituto, Prof. Welington, comunicou que os dias de greve não serão pagos e considerados como falta injustificada.
O movimento de Greve dos funcionários da USP segue firme e ampliando a luta contra o arrocho salarial, pela valorização dos funcionários, contra o desmonte da Universidade e sem recuo.
Diante da possibilidade de desconto dos dias parados não temos outro caminho a não ser ampliar a Greve e garantir as nossas reivindicações e o pagamento dos dias parados, pois não há o que temer!
Esperamos dos funcionários que não estão em greve, ao saberem dessa informação reajam e juntem-se aos que estão em greve, evitando que nenhum funcionário saia punido por exercer o direito de greve.  
A ameaça de desconto de ponto não foi feita apenas para intimidar os que estão em greve, mas também para ameaçar os funcionários que não entraram em greve. O Reitor aproveita-se desse recuo para impor aos funcionários a política de arrocho salarial, aumento só para os docentes, fim da data base, extinção do DRH, desmonte de várias unidades, e isso é apenas o começo da gestão.
O CRUESP (Conselho de Reitores das Universidades Estaduais Paulistas) negou todas as nossas reivindicações, os 16% de reajuste, a parcela fixa de R$ 200, negou o repasse para os funcionários de 6% de reajuste concedido aos docentes, que acabou com a isonomia salarial.
O reajuste de 6.57% é na verdade 1.5% de aumento, pois 5.07% é reposição da inflação dos últimos 12 meses e 1.5% é o aumento real. Faça a conta o que é possível gastar com 1.5% de reajuste até 2011, se é que teremos data base e correção salarial o ano que vem!  O problema será pagar, aluguel, escola, plano de saúde, empréstimos bancários e concorrer com aumentos de juros e correções acima da inflação com 1.5% de reajuste. 
Não devemos aceitar o desrespeito desse Feitor, quando diz reconhecer o nosso direito de Greve e ao mesmo tempo quer nos punir com desconto dos dias em Greve.
"Nada Justifica, portanto, juridicamente falando, que se descontem dos salários dos trabalhadores os dias de efetiva participação em movimento grevista, ainda mais porque o salário é um direito fundamental, necessário à própria sobrevivência do trabalhador". Parecer do Prof. Jorge Luiz Souto Maior do Departamento de Direito do Trabalho da Faculdade de Direito.

CALENDÁRIO DA GREVE
DIA 24/05 (2ª feira) - Assembléia Geral às 11h, no Prédio da História.
Dia 25/05 (3ª feira) - Aula na Greve, às 14h, na FO: [UTF-8?]“Direito de Greve e a Organização dos trabalhadores dos Serviços Públicos, frente aos ataques do governo Serra e do Feitor da [UTF-8?]USPâ€�. Palestrante: Deputado Estadual Carlos Giannazi, PSOL (membro da Comissão de Educação da Assembléia Legislativa). ATENÇÃO: Esta atividade está sendo organizada com os funcionários em greve da Faculdade de Odontologia, do IB, do Instituto de Química e do ICB. LOCAL: Faculdade de Odo ntologia, saguão de entrada.
Dia 26/05 (4ª feira) - Caravana de ônibus para UNICAMP: Vamos visitar o reitor da UNICAMP e participar do Ato Conjunto do Fórum das Seis, em Defesa da Isonomia, pelo atendimento das nossas reivindicações, contra o autoritarismo do CRUESP.
A GREVE CONTINUA!
Você acha que sua dignidade vale: inflação + 1.5% de reajuste salarial; R$ 0,90 de vale-refeição; R$ 70,00 de vale-alimentação; R$ 27,00 de auxilio creche + ameaça de corte de ponto aos grevistas + desmonte da USP + despejo do Sintusp + quebra da isonomia (reajuste maior para os professores) + fim da data-base + autoritarismo?
Faça a conta e tome a decisão certa. Se você ainda não aderiu a Greve, VENHA! Precisamos fortalecer este movimento em Defesa das nossas reivindicações, contra toda e qualquer ameaça aos que lutam, correm riscos e defendem todos os trabalhadores.
O risco que corre o pau
corre o machado,
não há o que temer
aquele que manda matar,
também tem que morrer

Ato na Faculdade de Direito - 12/05/2010

Ato na Faculdade de Direito, contra as barbaridades do Reitor Rodas, em defesa do acervo da Biblioteca.

Declaração do Prof. Jorge Luiz Souto Maior sobre o Direito de Greve